De olho no calendário
14 de Novembro de 2017, por Regina Coelho 0
Não tem jeito. Sem que as pessoas se deem conta dele, já vem chegando mais um final de ano com seus característicos sinais. Um indício desse momento é a movimentação da indústria e do comércio em torno de itens específicos para a época, entre eles, agendas, folhinhas e calendários para a população em geral. Símbolos do tempo marcado em forma de compromissos e comemorações, principalmente e pela função primordial que têm, esses objetos delimitam nossas ações, regendo nossas vidas. E consultar esses marcadores é o princípio para tudo o que se vai fazer. Achar os feriados fora dos sábados e domingos é o máximo. Os feriadões, então... Isso para os empregados, é claro. E como há o que comemorar! Ou recordar.
Por pura curiosidade, fui conferir cada data de novembro. Com exceção do dia 11, em que não há registro de nenhuma comemoração, os demais se associam a datas culturais, cívicas e religiosas, contando ainda aqueles usados para estranhas homenagens. Entre os tradicionais dias 2 – Finados, 15 – Proclamação da República e 19 – da Bandeira, há um tal Dia Mundial do Vaso Sanitário e o Dia Internacional do Homem, ambos no mesmo dia 19. Que coisa!
Uma data pode ser apenas um número destacado no calendário, merecendo, às vezes, um sempre desejado feriado, ainda que haja um certo esquecimento do porquê dele. Mesmo assim, são válidas essas marcações por fazerem lembrar e reforçar propostas de intervenção em importantes questões coletivas. Disso é exemplo o Dia Nacional da Consciência Negra – 20. Essa data faz referência à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da luta e resistência dos negros escravizados no Brasil. Presta-se hoje a reflexões e ações sobre a devida inserção do negro na sociedade brasileira. O 25 é o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher, uma homenagem às irmãs Pátria, Maria Teresa e Minerva Maribal, que foram torturadas e assassinadas nessa data, em 1960, a mando do ditador Rafael Trujillo, da República Dominicana, por defenderem causas sociais em seu país. Por aqui foi instituído o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue - 25. Por razões óbvias, uma boa iniciativa, assim como também o é o 27 – Dia Nacional do Combate ao Câncer. Finalmente, transitando nessa área dos embates fundamentais, é preciso cravar o 3 de novembro, para trazer à tona a Instituição do Direito de Voto da Mulher (1930) no Brasil. Ainda que tardio, esse fato representou um passo à frente no combate à discriminação contra as cidadãs do país.
Duas datas móveis chamam a atenção neste agora chamado Novembro Azul, especialmente dedicado a campanhas pela saúde masculina, com ênfase na prevenção do câncer de próstata. A primeira é a do Dia Mundial de Ação de Graças (Thanksgiving Day), um feriado extremamente popular na América do Norte, que celebra na quarta quinta-feira de todo novembro a gratidão a Deus pelas coisas boas acontecidas durante o ano. A outra cai no dia seguinte. Trata-se da Black Friday (Sexta-feira Negra), termo criado nos EUA para marcar o início da temporada de compras para o Natal com um dia de descontos especiais. De uns tempos para cá, esse dia de correria frenética em busca de produtos adquiridos a preços de ocasião tem atraído cada vez mais o mercado consumidor no Brasil.
Em Resende Costa, normalmente no 1º domingo do mesmo mês, a tradicionalíssima Festa N. S. do Rosário aparece com destaque absoluto. Exemplo do sincretismo religioso por aliar elementos de religiões oriundas da África ao culto católico, em si mesma, a Festa do Rosário, como simplesmente a chamamos, é uma mistura feita de fé e espetáculo com danças, cantos e batuques. Nas vozes que rezam e entoam hinos de devoção aos homenageados, nas coreografias em sua diversidade de cores e movimentos, nos ritmados sons que se multiplicam pela cidade, nosso encontro festivo se mantém.
E assim, no embalo do dia a dia e de olho no calendário, segue a vida. Dezembro à vista!
A aurora de nossas vidas
11 de Outubro de 2017, por Regina Coelho 0
Em palestra no Rio, ao tratar da distância entre as gerações e o mito de que os filhos não se entendiam mais com os pais, Ziraldo (1932 – cartunista, desenhista, jornalista, cronista e chargista), em dado momento, afirmou manter uma boa relação com seus filhos, discorrendo ainda sobre como se deveria lidar com uma criança. De uma moça presente na plateia veio a sugestão para que ele escrevesse um livro sobre o tema. “Fiquei com essa ideia de um menino que, por ser feliz, compreendido e amado, criado com carinhos na infância, sem ser sacaneado e chateado pelos pais, tinha grande chance de virar um cara legal”, confessou Ziraldo mais tarde. Corria o ano de 1980, nascendo assim O Menino Maluquinho, clássico infantil da nossa literatura. Obra de temática parecida, O Menino no espelho leva a assinatura de Fernando Sabino (1923 - 2004). Nela, o menino Fernando, que vem a ser o próprio autor, vive todas as fantasias da infância numa maravilhosa viagem ao passado. Sabino conta suas memórias, intercalando fatos reais e imaginários, histórias mirabolantes de um menino que cresceu na BH dos anos 20 e 30 do século passado. Emocionante e engraçado, o livro é puro deleite.
Indo da prosa à poesia, exemplo perfeito desse tempo de singelas recordações é retratado por Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) em Infância, poema de recriação da vida de menino na monotonia da roça, sob a perspectiva do adulto (“Meu pai montava a cavalo, ia para o campo/ Minha mãe ficava sentada cosendo/ Meu irmão pequeno dormia/ Eu sozinho menino entre mangueiras/ Lia a história de Robinson Crusoé/ Comprida história que não acaba mais...”). Da literatura para a música, a composição Bola de meia, bola de gude, de Milton Nascimento (1942) e Fernando Brant (1946-2015) é a própria representação da alegria infantil.
Curiosamente nascidos em outubro, nos dias 24 (Ziraldo), 12 (Fernando Sabino), 31 (CDA), 26 (Milton, mineiro de coração) e 9 (Fernando Brant), esses cinco dignos representantes das Gerais são alguns dos muitos poetas que souberam eternizar em palavras a essência da criança feliz.
Mas nem sempre são belos os dias em plena aurora da vida. Em Meus oito anos, do poeta romântico Casimiro de Abreu (1839-1860) veio a motivação para o surgimento de muitas paródias, como a da escritora Ruth Rocha (1931) ao externar com o humor típico desse tipo de texto as aflições vividas por uma garota oprimida pelos adultos. Antes, usando o mesmo texto, o modernista Oswald de Andrade já havia assegurado seu poema-paródia abordando aspectos sociais, políticos e econômicos do país, distanciando-se assim da idealização observada na poesia original, em que tudo é magia, beleza e encantamento.
“E volta sempre a infância/ Com suas íntimas, fundas amarguras. Oh! Por que não esquecer/ As amarguras/ E somente lembrar o que foi suave/ Ao nosso coração de seis anos?”
Os versos acima compõem a primeira estrofe de Infância, publicado no livro Prisioneiro da noite (1941), da Henriqueta Lisboa (1901-1985). No poema, a temática da morte de uma criança presenciada pela irmã pequena desconstrói o ideal da infância perfeita, considerada pelo eu-lírico como “misteriosa”, “melancólica” e “inquieta”.
Na lembrança desses anos marcados por definitivas emoções, que viva para sempre o Maluquinho, símbolo do menino feliz. Que a gente possa saber a tempo que a nossa história é mais bonita que a de Robinson Crusoé. Que sejam uma crença as palavras que cantam “Há um menino/ Há um moleque/ Morando sempre no meu coração/ Toda vez que o adulto balança/ Ele vem pra me dar a mão./ ...Bola de meia, bola de gude...” E como Sabino, em epitáfio (inscrição posta sobre os túmulos) escrito pelo próprio, por que não morrer menino? “Aqui jaz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino”, deixa ele em testemunho o que teria sido sua existência.
Nascidos da imaginação e da inspiração de nossos artistas, esses personagens de agora bem poderiam ser nossas crianças reais. Se possível, sem as dores dessa vida.
Entre vizinhos
15 de Setembro de 2017, por Regina Coelho 0
A palavra “vizinho” vem do latim vicinu, que significa “próximo, que mora perto, vicinal, da aldeia”. Com exceção dos eremitas, que preferem viver em lugares ermos, isolados, vivenciamos todos a condição de vizinhos de alguém, situação essa propícia a toda sorte de relacionamentos.
“Vizinhos” (Neighbors - 2014), de Nicholas Stoller, é uma comédia que retrata a vida de Kelly Radner e Mac depois da chegada da primeira filha. Além de lidar com as novas tarefas ligadas à recém-nascida, o casal passa a viver seu dia a dia ao lado dos novos vizinhos: mais de 50 estudantes festeiros de uma república. Em “Vizinhos 2” (2016), a vizinhança da família é outra mas não menos barulhenta: um grupo de garotas, também estudantes.
Barulho! Esse é, com certeza, um dos maiores problemas enfrentados pelos que compartilham espaços próximos entre si. Do volume alto do som aos ensaios intermináveis de músicas, da presença ruidosa dos bichos de estimação às brincadeiras infantis (às vezes transformadas em vidraças alheias quebradas), do toc-toc do andar no andar de cima aos gritos e xingamentos ouvidos a distância como resultado de costumeiras brigas, as perturbações sonoras por que passam muitas pessoas em casa são muitas. E não é só isso. Desavenças por muros e cercas, por invasão de animais ao outro lado ou subtração dos mesmos, por fofocas e intromissões recíprocas costumam destruir ligações antes tão civilizadas ou mesmo amigáveis. E se a grama do vizinho parece mais verde, talvez a gente esteja olhando muito para a dele, sem nos lembrar de regar a nossa.
Por outro lado, nem tudo é barraco ou inveja nesse universo de pessoas vivendo próximas umas das outras. Exatamente por isso, principalmente nas pequenas cidades, a ligação com vizinhos tende a ser muito forte. Disso entendia bem a poeta Cora Coralina, mulher simples, nascida e criada na Cidade de Goiás (antiga Goiás Velho - Go), doceira de profissão e afeita à vida interiorana, para quem “vizinho é mais que parente, pois é o primeiro a saber das coisas que acontecem na vida da gente”. Bonitas e verdadeiras palavras, mesmo percebendo nelas uma possível segunda intenção de Cora ao dizer subliminarmente que aquele que mora próximo de nós “acompanha” a nossa vida de perto.
Definir o vizinho como o chá da horta, como minha mãe gostava de fazer, é uma boa metáfora – ambos verdadeiramente próximos e prestimosos. E da doce lembrança que dona Olga provoca em mim surgem também histórias ligadas a antigos vizinhos nossos. Alguns eram diferentes, como o pessoal da cadeia, então instalada na parte de baixo do Fórum de Resende Costa. Ou como a Zita e o Álvaro, sempre juntos e separados ao mesmo tempo, amparando-se mutuamente os dois irmãos, ainda que brigando muito. E na Casa Paroquial, cujos fundos fazem divisa com a nossa casa, havia o Mons. Nélson, seu ilustre morador por longos anos.
E houve uma época em que funcionou com perfeição um atalho que levava a gente e a família da dona Inacinha (vizinha do lado) até a praça Cônego Cardoso passando pelo quintal da dona Maria do Carmo, avó da Socorro Daher. Aquilo era uma coisa bonita de ser vista. Parecia uma rua particular, uma exclusividade nossa, fruto de um acordo entre as três famílias vizinhas.
Dos casos pessoais àqueles comuns a tantos é fato que a vida entre vizinhos mudou, é claro. Os biscoitos caseiros feitos em grande quantidade e os pedaços de carne em dia de matança de porco trocados com as vizinhas mais chegadas não circulam mais. A xícara de açúcar e os ovos emprestados em momento de urgente precisão parecem coisa do passado. As conversas dos adultos ao cair da tarde com a meninada brincando na rua que é de todos perderam força.
Ainda assim continuamos vizinhos de alguém. E não é preciso frequentar a casa dele e nem tomar cafezinho lá. Mas respeito, gentileza, educação e solidariedade são fundamentais para uma boa convivência com ele, o que é sempre um ganho nessa relação de proximidade entre as pessoas.
Só na harmonia
10 de Agosto de 2017, por Regina Coelho 0
de passagem por Maringá (PR) no início de maio deste ano para um show, Anitta acabou criando uma grande polêmica com os moradores da cidade. A confusão começou quando ela publicou vídeos em seu Instagram Stories chamando a atenção dos internautas para os erros de inglês das placas de avisos da suíte do hotel onde estava hospedada. Nos posts, Anitta grifou os deslizes linguísticos e aparece usando orelhas e focinho de burro.
“Please, DO NOT CHANCE MY BEDSHEETS TODAY.”
(Por favor, não troque (change) meus lençóis hoje.)
“YOY BEDSHEETS ARE CHANGED DAILY.”
(Seus (your) lençóis são trocados diariamente.)
Transcritas acima (aqui traduzidas e corrigidas por mim), as frases em questão e a imagem da “professora” Anitta devidamente caracterizada de asno provocaram muitos comentários nas redes sociais, a maioria deles reprovando a atitude da cantora.
Episódios não tão agradáveis envolvendo artistas e seu público são relativamente comuns. Nessa relação de duas partes que se completam numa autêntica simbiose, em algum momento, de lado a lado, essa harmonia pode se quebrar. Fala-se muito, por exemplo, do artista afetado pela fama, o famoso “mascarado”, aquele que passa a ignorar quem o acompanha ou o admira. Fala-se pouco, no entanto, do fã abusado, aquele que passa a perseguir seu ídolo insolentemente a qualquer hora, em qualquer lugar. Em ambos os casos, o estresse é certo, como acontece em outras circunstâncias também.
Mas nada supera o que ocorre nos shows ao vivo em se tratando de tudo o que pode causar estranhamento entre os lados envolvidos nesse tipo de evento. No topo da lista de problemas aparecem as bebedeiras não controladas no palco, situação que continua rendendo, não só literalmente, muita dor de cabeça a certos cantores por este país afora. Recentemente, precisamente no dia 28 de maio deste ano, em apresentação na Festa Nacional do Milho (Fenamilho), em Patos de Minas (MG), o cantor Bruno, parceiro de Marrone na dupla que leva o nome dos dois, extrapolou na bebida, deu vexame e desculpou-se depois pelo ocorrido. Caso parecido se deu em 2015 protagonizado pela também dupla sertaneja Jads e Jadson. Alegando problemas de saúde, Jadson não compareceu em um show deles que aconteceria no Parque de Exposições de Entre Rios (MG) e fez com que o irmão fosse vaiado pela plateia ao tentar explicar a ausência do parceiro, que teria tomado todas e ficado sem condições de se apresentar profissionalmente no local. E claro! É quase obrigatório completar essa trinca de etílicos fiascos públicos vindos dos palcos lembrando uma certa noite em Resende Costa. Nos idos anos 90, o público presente no Parque do Campo viveu momentos inesquecíveis em mais uma edição da nossa Exposição Agropecuária. Naquele dia, quem roubou a cena, não exatamente por seus atributos artísticos, foi a cantora Nalva Aguiar. Visivelmente embriagada, portanto incapaz de cantar decentemente, ela teve de ser retirada do palco sob vaias e xingamentos quase gerais. Espetáculo patético aquele!
Existem muitas outras situações em que essa relação artista/público pode ficar estremecida. Em se tratando, por exemplo, de pequenas cidades do interior, há registros de casos de artistas que nem se dão ao trabalho de guardar e citar publicamente o nome do lugar onde se apresentam. Ou pior, trocam o nome da cidade. Pode parecer bobagem, mas todo mundo gosta de ser tratado com o que o identifica corretamente. Os atrasos monumentais para o início de um show costumam também incitar, no mínimo, muitas vaias aos astros retardatários. Mas verdade seja dita. Muitas vezes é a plateia que “desafina” com brigas incontornáveis, insultos gratuitos dirigidos a quem está se apresentando, objetos perigosos atirados ao palco ou mesmo invasão do local.
Show de verdade tem protagonismo certo: o artista e seu público, mesmo reconhecendo o anônimo trabalho coletivo dos que atuam em favor do bom espetáculo. Sem conflitos. Encontro feliz dos dois lados.
Tributo a Resende Costa
16 de Junho de 2017, por Regina Coelho 0
Homenagear é demonstrar admiração, respeito ou gratidão por alguém. É também destacar fatos e feitos merecedores de distinção. Homenagens são feitas com flores, salvas de palmas, medalhas, troféus, estátuas, faixas, placas, monumentos, comendas, discursos, exposições, mensagens, dedicatórias, títulos, presentes... Homenageiam-se vivos e mortos. Homenageiam-se santos, personagens bíblicos e pessoas com nomes de ruas, praças, avenidas, prédios, sítios, escolas, cidades, músicas, estabelecimentos de comércio, áreas culturais... Nomes próprios de registros acrescidos de Júnior, Filho, Neto e Sobrinho contemplam homenageados em família. No calendário, não faltam datas comemorativas – cívicas, como o nosso 2 de junho; comerciais, como o Dia dos Namorados e religiosas, como o Corpus Christi. De certa forma, datas homenageantes também.
Motivada pela singela homenagem do pessoal da Banca Resende em inscrição nela própria, que lembra o Francisco Machado (o Chico), seu primeiro proprietário, fiz um giro mental pela cidade em busca de espaços públicos que representam parte importante da história de Resende Costa por si mesmos e pelos nomes que os identificam.
Desconsiderando a citação aos logradouros oficiais e devidas justificativas nominais, por absoluta impossibilidade de aqui mencioná-los, nosso ponto de partida é a E.E. Assis Resende, que leva o nome de seu fundador e abriga a Biblioteca Ana Rocha (D. Nininha, antiga diretora da escola). Em sequência, vem a E. M. Conjurados (uma referência aos inconfidentes), que conta com a Biblioteca Olga Rios Pinto (D. Olga, primeira diretora da escola) e a Quadra Esportiva Profª Carminha Mendes. Alojada em bonito prédio situado no Mirante das Lajes, a Biblioteca M. Antônio Gonçalves Pinto é criação daquele que lhe empresta o nome. Dentro dela, o Espaço Cultural Prof. Geraldo S. Chaves lembra o maestro e educador de incontáveis alunos. Bem próximo às Lajes, na Praça Cônego Cardoso, está erguido o Salão Paroquial Padre Adelmo, assim denominado como preito a seu criador, hoje mais conhecido como CPP (Centro de Pastoral Paroquial). Chega-se à Praça Profª Rosa S. Penido, de cujo centro um busto feminino justifica a denominação do lugar e de onde se avista o centenário sobrado do Fórum Des. Mello Júnior (presidente do TJMG, responsável pela manutenção da comarca de RC. quando da ameaça de sua extinção).
Alcançando outros pontos da cidade, o caminho tomado envolve três direções distintas: o Estádio M. Olíndio Argamim de Freitas, o Parque dos Trabalhadores Geraldo Magela de Resende e o Terminal Rodoviário José Pedro dos Santos. Esses importantes espaços estão respectivamente marcados com a lembrança do “Sô Bico” (dentista e esportista), do Geraldo do Lulu (professor, advogado e um dos idealizadores do Parque do Campo) e do “Gancho” (motorista e músico da Banda Santa Cecília).
Homenagem em quatro versões para um mesmo homenageado: Mons. Nélson, por 44 anos à frente da Paróquia N.S. da Penha de França, com atuação marcante na área da Educação. Sendo hoje nome de uma das principais avenidas de Resende Costa, de um ginásio poliesportivo e do escritório paroquial daqui, é igualmente reverenciado na figura de um busto inaugurado em 2014, por ocasião do centenário de seu nascimento.
De volta ao nosso estádio, o caminho agora, ou melhor, a caminhada é feita também pelo Campo do Expedicionário, clube cujo nome lembra os pracinhas resende-costenses. E dos já mencionados conjurados da Lage veio a inspiração para batizar como Rádio Inconfidentes essa outra forma de espaço na cidade, assim como também o é o JORNAL DAS LAJES, que carrega no nome sua identidade em forma de homenagem a Resende Costa.
E chega-se finalmente à estátua de José de Resende Costa, monumento erguido em 2012 próximo à histórica casa do inconfidente como marco dos 100 anos de emancipação política do município, de igual forma oportuna homenagem àquele de quem herdamos para esta terra o honroso nome de Resende Costa.