Pedro Antônio Resende Chaves, aluno da Escola Municipal Paula Assis, em Resende Costa, é um dos ganhadores este ano da medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O outro é Jónsi de Sousa Alvarenga, da Escola Estadual Brighenti Cesare, em São João del-Rei. Os campeões foram premiados em cerimônia, no dia 22 de junho, no Rio de Janeiro.
“Pedro é um menino tranquilo e muito focado nos estudos”, resume a professora de matemática e química da Escola Paula Assis, no povodo do Ribeirão, Elisângela Magalhães. “Sempre que lhe sobra tempo entre uma atividade e outra, retira da mochila livros (a maioria de aprofundamento em matemática) e se dispõe a ler. Não perde tempo.”
Filho de Gilberto Chaves e de Patrícia Chaves, Pedro cursa o 8º ano do Ensino fundamental. Professora da Educação infantil da Rede Municipal, a mãe é grande incentivadora do estudo dos filhos, conta Elisângela. “Ele tem prazer em estudar; não tem redes sociais (isso já é um grande ponto).”
Pedro é diferenciado e não se destaca só em matemática, testemunha Elisângela. Ele acabou de ganhar medalha de ouro na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e prata no Concurso Canguru de Matemática. Além da OBMEP Mirim no 5° ano; bronze nacional (OBMEP), prata estadual (Canguru) e prata (Olimpíada Nacional de Ciências-ONC), no 6º ano; e ouro (Canguru, ONC e OBMEP), no 7º ano.
Pedro costuma refazer todas as provas dos anos anteriores e “estuda por fora”, relata Elisângela. “Como foi medalhista ano passado, ele tem o PIC (Projeto Investir na Capacidade), que é um programa ofertado pelo governo em parceria com a UFSJ, onde o aluno medalhista ganha uma bolsa e tem aulas com professores de universidades aos sábados. Eu sempre que possível, passo algum exercício de nível mais elevado que o ajude nos estudos.”
As provas
A OBMEP ocorre em duas etapas. A primeira é realizada na escola onde o aluno faz a prova do seu nível, com questões objetivas. As melhores notas vão para a segunda etapa, que geralmente ocorre em outubro. Essa prova é de questões abertas, envolvendo conhecimentos em matemática, mas também muito raciocínio lógico. “O aluno realmente tem que desenvolver cálculos e escrita”, explica Elisângela.
Aliás, a E. M. Paula Assis “sempre oferece oportunidades para que o aluno faça olimpíadas”, destaca Elisângela. “Eu sou professora de química também e, ano passado, tivemos prata e bronze na Olimpíada Mineira de Química; olimpíada que raramente tem premiados por ser difícil e ter muitos concorrentes de escola particular.”
Elisângela sempre incentiva seus alunos a participar de olimpíadas, mostrando que “medalhistas podem ter seu caminho aberto (ganhar bolsas, entrar em universidades sem ter que passar pelo Enem etc.). Ela assinala que a E. M. Paula Assis se destaca na região pelo grande número de medalhas que ganha.
Alegria e orgulho
“Ver os talentos da nossa região brilharem e serem premiados em uma competição de excelência como a Obmep é motivo de muita alegria e orgulho”, celebrou o professor do Departamento de Matemática e Estatística da UFSJ, Edno Pereira. Resultados como esse, ressalta, são “fruto do talento e da dedicação dos nossos alunos e alunas e, de maneira muito especial, do trabalho incansável dos professores e professoras de matemática das escolas públicas”.
Pedro, medalhista na OBMEP (foto facebook da UFSJ)