Aluno de Resende Costa, um dos medalhistas de ouro em Matemática


Educação

José Venâncio de Resende0

fotoPedro, medalhista na OBMEP (foto facebook da UFSJ)

Pedro Antônio Resende Chaves, aluno da Escola Municipal Paula Assis, em Resende Costa, é um dos ganhadores este ano da medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). O outro é Jónsi de Sousa Alvarenga, da Escola Estadual Brighenti Cesare, em São João del-Rei. Os campeões foram premiados em cerimônia, no dia 22 de junho, no Rio de Janeiro.

“Pedro é um menino tranquilo e muito focado nos estudos”, resume a professora de matemática e química da Escola Paula Assis, no povodo do Ribeirão, Elisângela Magalhães. “Sempre que lhe sobra tempo entre uma atividade e outra, retira da mochila livros (a maioria de aprofundamento em matemática) e se dispõe a ler. Não perde tempo.”

Filho de Gilberto Chaves e de Patrícia Chaves, Pedro cursa o 8º ano do Ensino fundamental. Professora da Educação infantil da Rede Municipal, a mãe é grande incentivadora do estudo dos filhos, conta Elisângela. “Ele tem prazer em estudar; não tem redes sociais (isso já é um grande ponto).”

Pedro é diferenciado e não se destaca só em matemática, testemunha Elisângela. Ele acabou de ganhar medalha de ouro na OBA (Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica) e prata no Concurso Canguru de Matemática. Além da OBMEP Mirim no 5° ano; bronze nacional (OBMEP), prata estadual (Canguru) e prata (Olimpíada Nacional de Ciências-ONC), no 6º ano; e ouro (Canguru, ONC e OBMEP), no 7º ano. 

Pedro costuma refazer todas as provas dos anos anteriores e “estuda por fora”, relata Elisângela. “Como foi medalhista ano passado, ele tem o PIC (Projeto Investir na Capacidade), que é um programa ofertado pelo governo em parceria com a UFSJ, onde o aluno medalhista ganha uma bolsa e tem aulas com professores de universidades aos sábados. Eu sempre que possível, passo algum exercício de nível mais elevado que o ajude nos estudos.”

 

As provas

A OBMEP ocorre em duas etapas. A primeira é realizada na escola onde o aluno faz a prova do seu nível, com questões objetivas. As melhores notas vão para a segunda etapa, que geralmente ocorre em outubro. Essa prova é de questões abertas, envolvendo conhecimentos em matemática, mas também muito raciocínio lógico. “O aluno realmente tem que desenvolver cálculos e escrita”, explica Elisângela.

Aliás, a E. M. Paula Assis “sempre oferece oportunidades para que o aluno faça olimpíadas”, destaca Elisângela. “Eu sou professora de química também e, ano passado, tivemos prata e bronze na Olimpíada Mineira de Química; olimpíada que raramente tem premiados por ser difícil e ter muitos concorrentes de escola particular.”

Elisângela sempre incentiva seus alunos a participar de olimpíadas, mostrando que “medalhistas podem ter seu caminho aberto (ganhar bolsas, entrar em universidades sem ter que passar pelo Enem etc.). Ela assinala que a E. M. Paula Assis se destaca na região pelo grande número de medalhas que ganha.

 

Alegria e orgulho

“Ver os talentos da nossa região brilharem e serem premiados em uma competição de excelência como a Obmep é motivo de muita alegria e orgulho”, celebrou o professor do Departamento de Matemática e Estatística da UFSJ, Edno Pereira. Resultados como esse, ressalta, são “fruto do talento e da dedicação dos nossos alunos e alunas e, de maneira muito especial, do trabalho incansável dos professores e professoras de matemática das escolas públicas”.

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