A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) anunciou, em 20 de agosto, que assumiu a preservação e operação do Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), o que inclui a gestão da linha da Maria Fumaça - o trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes. O acordo foi celebrado entre a ABPF e os municípios de São João del-Rei e Tiradentes.
A chegada da ABPF ao Complexo Ferroviário da EFOM “representa o encontro de duas histórias construídas em torno de um mesmo compromisso: manter viva a ferrovia como patrimônio, memória, conhecimento e experiência”, manifestou a associação. A entidade traz “uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à preservação ferroviária, à restauração e operação de equipamentos históricos, à conservação de acervos, à valorização dos saberes ferroviários e à educação patrimonial”.
Porém, “preservar uma ferrovia é muito mais do que conservar locomotivas”, acrescenta a ABPF. “É cuidar de estações, oficinas, vias, ferramentas, documentos e objetos. É reconhecer o valor dos conhecimentos e das técnicas transmitidos entre gerações. É aproximar as comunidades de seu patrimônio. É fazer da operação ferroviária uma forma de experiência, aprendizado e conexão com a história.”
É essa missão, construída ao longo de décadas pela ABPF, que agora se soma à história da EFOM. “Uma história que já possui identidade, memória e patrimônio próprios, que passa a contar com novos braços, novos conhecimentos e novas possibilidades para continuar viva.”
A Associação admite que o desafio é grande, e a responsabilidade, maior ainda, pois “o objetivo não é simplesmente fazer os trens circularem. É fazer com que todo o sistema ferroviário continue existindo, sendo cuidado, estudado, conhecido, compartilhado e transmitido às próximas gerações. Preservar o passado. Cuidar do presente. Construir o futuro”.
