Mulheres que quiserem trabalhar na linha turística da Maria Fumaça, entre São João del-Rei e Tiradentes, devem encaminhar os currículos até o dia 5 de setembro, segundo informa o Giro das Vertentes. A equipe responsável pela operação turística do trajeto está oferecendo oportunidades de trabalho nas funções de receptivo e atendimento ao turista, além de bilheteria.
Para participar da seleção, é necessário morar em São João del-Rei, Santa Cruz de Minas ou Tiradentes. As candidatas também devem ter boa comunicação, cordialidade, dinamismo, pontualidade, disciplina e facilidade para trabalhar em equipe. A disponibilidade para trabalhar aos finais de semana e feriados é outro requisito.
Experiência com turismo, atendimento ao público ou vendas será considerado um diferencial. A seleção também levará em conta conhecimentos sobre o patrimônio histórico, cultural e turístico da região, além do domínio de outros idiomas, como inglês, francês e espanhol.
Os currículos podem ser encaminhados para o e-mail [email protected].
Publicado em 25 de agosto:
A Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF) anunciou, em 20 de agosto, que assumiu a preservação e operação do Complexo Ferroviário da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM), o que inclui a gestão da linha da Maria Fumaça - o trem turístico entre São João del-Rei e Tiradentes. O acordo foi celebrado entre a ABPF e os municípios de São João del-Rei e Tiradentes.
Estima-se que a ABPF responda por cerca de 85% deste tipo de serviço no Brasil, o que lhe confere competência técnica para esta tarefa. A ABPF atua nas cidades de São Lourenço (Trem das Águas), Passa Quatro (Trem da Serra da Mantiqueira), São Paulo (Trem dos Imigrantes), Guararema (Trem de Guararema), Campinas/Jaguariúna (Viação Férrea), Antonina/Morretes (Trem Caiçara), Apiúna (Trem do Vale Europeu), Rio Negrinho (Trem da Serra do Mar) e Piratuba (Trem das Termas).
A chegada da ABPF ao Complexo Ferroviário da EFOM “representa o encontro de duas histórias construídas em torno de um mesmo compromisso: manter viva a ferrovia como patrimônio, memória, conhecimento e experiência”, manifestou a associação. A entidade traz “uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à preservação ferroviária, à restauração e operação de equipamentos históricos, à conservação de acervos, à valorização dos saberes ferroviários e à educação patrimonial”.
Porém, “preservar uma ferrovia é muito mais do que conservar locomotivas”, acrescenta a ABPF. “É cuidar de estações, oficinas, vias, ferramentas, documentos e objetos. É reconhecer o valor dos conhecimentos e das técnicas transmitidos entre gerações. É aproximar as comunidades de seu patrimônio. É fazer da operação ferroviária uma forma de experiência, aprendizado e conexão com a história.”
É essa missão, construída ao longo de décadas pela ABPF, que agora se soma à história da EFOM. “Uma história que já possui identidade, memória e patrimônio próprios, que passa a contar com novos braços, novos conhecimentos e novas possibilidades para continuar viva.”
A Associação admite que o desafio é grande, e a responsabilidade, maior ainda, pois “o objetivo não é simplesmente fazer os trens circularem. É fazer com que todo o sistema ferroviário continue existindo, sendo cuidado, estudado, conhecido, compartilhado e transmitido às próximas gerações. Preservar o passado. Cuidar do presente. Construir o futuro”.
Fonte: Núcleo de Estudos Oeste de Minas - Neom ABPF
Veja o histórico na reportagem "Trem turístico de São João del-Rei - Tiradentes, a caminho de decisão
