Pensando nosso tempo

Narrativas e alternativas

26 de Agosto de 2026, por José Mauricio de Carvalho 0

No capítulo inicial de 21 lições para o século XXI, o historiador Yuval Harari examinou visões de mundo que dizem como o mundo nos parece ser, isto é, como ele é pensado e aparece para cada um de nós. Ele mostrou que estamos lidando, meio desconsolados, com os descaminhos da narrativa liberal, aquela que sobreviveu na consciência atual. Isso porque até recentemente o mundo conviveu com três narrativas diferentes e conflitantes (HARARI, 2018, p. 21): “que pretendiam explicar todo o passado e predizer o futuro do mundo inteiro: “a narrativa fascista, a narrativa comunista e a narrativa liberal.”

Com a dissolução das duas primeiras, a narrativa liberal tornou-se prevalente e hegemônica atualmente, o que ela contém explica parte da crise que vivemos. Isso porque ela vendeu a ilusão de que (id., p. 22): “se simplesmente continuarmos a liberalizar e globalizar nossos sistemas políticos e econômicos, o resultado será a paz e a prosperidade para todos.” Então, segundo essa visão de mundo, mesmo os lugares mais atrasados da política e economia também alcançarão índices elevados de desenvolvimento em algum momento. E se assim se pensou durante alguns anos desde o fim da União Soviética, um acontecimento mudou tudo. O sociólogo Zygmunt Bauman também se referiu a ele nesse sentido como o início de uma desorientação. Desde (id., p. 23): “a crise financeira de 2008, pessoas em todo o mundo estão cada vez mais desiludidas com a narrativa liberal.” O descrédito dela resultou também da desidratação do estado do bem-estar social, um dos efeitos da globalização atual.

Em nosso tempo surgiram dois grupos. De um lado, encontramos pessoas que sabem que as coisas não ficarão tão boas quanto anunciam os papas do liberalismo, mas essa realidade os beneficia e eles não querem abrir mão dela. De outro lado, estão os que tomam a ideia de um progresso universal como o discurso de uma elite que se enriquece às expensas das massas e estão desiludidos e sem direção. A existência de uma só narrativa dá a entender que se sabe o que real e verdadeiramente está ocorrendo. E quando as coisas não se ajeitam como o esperado é porque estamos indo para o caos. De fato, a elite liberal não está sabendo como explicar o rumo das coisas em nossos dias, mas segue repetindo o mantra do mercado e encontrou no migrante o responsável pelos problemas. Quanto aos políticos liberais ficaram distantes das causas defendidas até a pouco (id., p. 24): “o sistema político liberal tomou a forma durante a era industrial para gerir um mundo de máquinas a vapor, refinarias de petróleo e aparelhos de televisão. Agora, tem encontrado dificuldade em lidar com as revoluções em curso na tecnologia da informação e na biotecnologia.”

O historiador Yuval Harari resumiu em três narrativas a visão de mundo que povoou a consciência humana até há pouco: a liberal, a comunista e a nazista, apresentando-as como três visões que esgotam a compreensão de mundo até recentemente. Narrativas são formas de relatar acontecimentos ou fatos, numa sequência lógica e coerente, embora não necessariamente exata. E, em certo sentido, essas leituras de mundo são realmente narrativas, pois são descrições de fatos reais ou não, crenças e valores diversos. E nessas três narrativas fatos não necessariamente verdadeiros e crenças mal justificadas se misturam bem. A solução que ele propôs para a insuficiência ou inconveniência delas é de deixá-las de lado como descrições globais e acolher relatos locais, o que não parece ser a melhor solução para as dificuldades e descaminhos atuais. Primeiro porque os problemas ecológicos, econômicos, de segurança, de deslocamento populacional e ligados ao mundo do trabalho não serão resolvidos com soluções locais; segundo porque a construção de uma visão de mundo que possa ajudar o homem a reencontrar caminhos não pode ficar restrita a essas três narrativas. Todas elas, assim parece, de alguma forma trouxeram elementos nucleares dos valores que formam nossa tradição cultural, elas os acolheram de determinado modo e trabalharam a partir disso. O que é preciso fazer é recuperar nessas narrativas os valores fundamentais de nossa cultura e em especial o da pessoa humana, sua dignidade e liberdade. Nesse sentido, a tradição humanística do ocidente, os conhecimentos filosóficos e jurídicos que vieram do mundo antigo e certos valores gestados no cristianismo são fundamentais como formadores de uma visão de mundo que nos parece mais exata. Uma nova forma de construir o que pensamos do mundo poderá servir de caminho para uma humanidade hoje desiludida, desconcertada, incerta, insegura, temerosa, perplexa com a insuficiência da narrativa liberal. No entanto, o caminho não está nas outras narrativas mencionadas pelo historiador, mas em superar a descrição de mundo como uma dessas narrativas, porque narrativas aproximam fatos verdadeiros e não verdadeiros, crenças mais ou menos razoáveis na sequência narrativa. Apresentar a compreensão de mundo como uma dessas narrativas, colocando-as como únicas possíveis, fecha a porta para leituras mais amplas e coloca em igualdade de condições qualquer tipo de discurso que se construa sobre o mundo e a vida. Então o caminho não pode ser esse, assumir a narrativa liberal como integralmente válida, nem excluir outras formas de ver o problema.

O que é o consumismo, a alma do mercado?

29 de Julho de 2026, por José Mauricio de Carvalho 0

Nos nossos dias as massas foram condicionadas ao que o historiador denominou ética do consumismo, no qual ética é um termo singular e diverso do utilizado na tradição filosófica, na qual surgiram diversos modelos éticos desde a antiga Grécia. Os modelos éticos desde o aristotélico, que consideramos o primeiro com boa justificação filosófica, sempre apontaram para como alcançar uma vida boa, justa e humana e, algumas vezes, feliz. Isso através de esforço pessoal e de uma fundamentação racional dos comportamentos adotados.

O sociólogo Zygmunt Bauman escreveu em Vida para o consumo que o consumo é um conceito essencial para entender a sociedade contemporânea, ainda que possa não expressar perfeitamente tudo que nela ocorre. O conceito é válido porque esclarece parte significativa do que está ocorrendo. Em outras palavras (2008 b, p. 40): “consumismo, sociedade de consumidores e da cultura consumista (...) são ferramentas adequadas à tarefa de compreender um aspecto fundamental da sociedade que hoje habitamos.” E o assunto também foi tema de outra obra de Bauman, 44 cartas do mundo líquido moderno, onde o sociólogo ofereceu uma descrição preciosa dessa nova forma de vida. O consumismo, que caracteriza nosso tempo, não se explica pela simples capacidade de consumir, que é condição para estar vivo, mas por transformar o ato numa forma de viver (BAUMAN, 2011, p. 83): “não basta consumir para continuar vivo se você quer viver e agir de acordo com as regras do consumismo. Ele é mais, muito mais que o mero consumo. Serve a muitos propósitos.” É uma atitude que se apresenta como forma de vida e de resolver os problemas inclusive os de saúde pela compra cada vez maior de medicamentos. E estar sempre em compras tornou-se uma forma de enfrentar todas as incertezas que temos. Quanto ao pertencimento ao grupo social, ele se define pela capacidade de consumo de marcas e produtos (BAUMAN, 2008 b, p. 108): “o processo de autoidentificação é perseguido, e seus resultados são apresentados com a ajuda de marcas de pertença visíveis, em geral encontráveis nas lojas.”

O que Harari denominou ética do consumismo é esse comportamento descrito em 44 cartas do mundo líquido moderno. Trata-se de uma forma de viver amplamente estudada por Bauman e consiste na síntese do historiador (HARARI, 2020, p. 357): “garantir que as pessoas sempre comprem o que quer que a indústria produz.” E não apenas a indústria, mas qualquer produto do mercado, da agricultura aos variados serviços. Como se vê ética consumista é um uso heterodoxo do conceito, descreve uma forma de viver de nossos dias.

Não custa recordar que a ética, disciplina filosófica, ocupa-se de outras coisas. Nos (CARVALHO, 2004, p. 9): “Tempos modernos teve como tema central a separação entre a moral e a religião, o que a distinguiu do que se fez na Idade Média e que não chegou a se modificar no renascimento. Conforme sabemos (...) a investigação moral no período contemporâneo se afastará da preocupação moderna que fora de assegurar uma fundamentação racional para a ética, ao mesmo tempo que firmava as bases de uma moral social laica e consensual. A discussão sobre a moral social consensual dependia do reconhecimento da diversidade de religiões presentes no cenário social e mesmo de uma disposição natural do homem para ser religioso. O pensamento contemporâneo se volta para a experiência moral do homem e a investigação se desenvolve em terreno próprio, diverso do que fora a preocupação dos moralistas de outras gerações.”

 

De todo modo, quando falamos de ética do consumo estamos num espaço paralelo ao delineado pelos modelos éticos. Vamos aprofundar o assunto. Até recentemente uma pessoa sensata (HARARI, 2020, p. 357): “nunca desperdiçava comida e remendava calças rasgadas em vez de comprar novas. Somente reis e nobres se permitiam renunciar publicamente a tais valores e ostentar riquezas.” Ética consumista significa antes de tudo uma brutal crítica à frugalidade considerada (id., p. 358): “uma doença a ser curada.” Assim, quanto mais a propaganda destrói a conduta frugal, mais nos convencemos a tornarmo-nos bons consumistas. Queremos gastar tudo quanto temos nos bancos e às vezes até mais. Nesse ambiente (ibidem): “ir às compras se tornou um passatempo favorito, e os bens de consumo se tornaram mediadores essenciais nas relações entre os membros da família, casais e amigos.

Tudo na sociedade é ocasião de consumir, até mesmo as festas em que se celebra os mortos. E o resultado disso vemos bem no consumo de alimentos (id., p. 359): “as sociedades agrícolas tradicionais viviam à sombra terrível da fome. No mundo afluente de hoje, um dos principais problemas de saúde é a obesidade, que acomete mais os pobres (que se empanturram de hambúrgueres e pizzas).”

A mentalidade consumista redefiniu os papeis sociais. Os lucros não podem ser desperdiçados e nem ameaçados devendo ser reinvestidos na produção. A elite econômica não gasta hoje despreocupadamente como há algum tempo, nem a massa economiza cada centavo que ganha arduamente com seu trabalho. Os comportamentos se inverteram (ibidem): “os ricos gerenciam seus ativos e investimentos com muito cuidado, enquanto os menos abastados se endividam comprando carros e televisores de que na verdade não necessitam.” Essa ética tem dois mandamentos ou imperativos supremos que são: o dos ricos invista e o dos pobres consuma. Esse novo modelo não propõe altos ideais de difícil alcance, bem ao contrário (id., p. 360): “essa nova ética promete o paraíso sob a condição de os ricos continuarem a ser gananciosos e dediquem seu tempo a ganhar mais dinheiro e as massas deem rédeas solta a seus desejos e paixões e comprem cada vez mais.” E como saber se esse procedimento irá oferecer a felicidade? A propaganda cuida de nos fazer acreditar nisso ao divulgar que a felicidade é consumir. Os leprosos de nossos dias são os consumidores falhos, aqueles que perderam a capacidade de consumir e não estão também entre os investidores.

O fascismo e sua crença

01 de Julho de 2026, por José Mauricio de Carvalho 0

O historiador Yuval Noah Harari entrou em assuntos polêmicos em 21 lições para o século 21. Por exemplo, refletindo sobre as razões de os homens manterem crenças como as religiosas, ele atribuiu o fato ao cérebro humano fazer arranjos estranhos, que mais se parecem a dissonância cognitiva. Por exemplo, comentando a conduta dos conservadores americanos filiados ao partido Republicano, armamentista e contrário a políticas sociais, ele observou a mais completa incoerência com os ensinamentos de Jesus de Nazaré. Ele mostrou que, ao contrário do que esses conservadores cristãos, a mensagem de Jesus foi noutra direção (id., p. 337): “Jesus não foi mais incisivo quanto a ajudar os pobres do que quanto a armar você até os dentes.” Os ensinamentos de Jesus foram exatamente o contrário do que praticam aqueles grupos. A mesma incoerência, ele avaliou, aparece no muçulmano que quer vingar o companheiro de fé morto em conflito quando ensina que, morrendo nessa luta, ele vai direto para o Paraíso. Não faz sentido, ele ridiculariza a conduta de terroristas que querem vingar um irmão de fé que foi levado ao Paraíso justo por esse motivo. Por que alguém vingaria alguém querido porque ele foi conduzido ao Paraíso? O cérebro humano permite as incoerências construindo mais de uma identidade, melhor seria dizer, vivendo papéis diferentes na vida ou em momentos dela. A pregação de fé nada tem a ver com a prática terrorista que alimentam. Temos aqui uma crítica muito dura à forma como vivem as pessoas de fé.

Se a crítica à religião parece limitada por sua visão simplificadora, como comentaremos a seguir, a sua crítica ao fascismo parece bem exata. Para não deixar o termo vago e com definição superficial, ele explicou o que denomina fascismo. Trata-se da absolutização de uma narrativa ruim. O fascismo corrompeu o nacionalismo porque não considera o amor e respeito à sua nação como um valor entre outros. Um governo fascista diz que (id., p. 358): “minha nação é suprema e devo a ela obrigações exclusivas.” E isso leva seus seguidores a fazer absurdos (ibidem): “se minha nação exigir que eu mate milhões de pessoas – devo matar milhões de pessoas.” E ainda tão mal quanto isso (ibidem): “se minha nação exigir que eu traia a verdade e a beleza – devo trair a verdade e a beleza.” O que importa é servir à nação, o resto não tem relevância. Uma tal crença prospera em momentos de crise social porque, como ele observou (id., p. 359): “simplifica muito os dilemas difíceis e também porque faz as pessoas pensarem que pertencem à coisa mais importante e mais bela do mundo – a sua nação.”

Como observamos, quando se aplica esse raciocínio às religiões comete-se equívocos. O grande problema por trás de crenças, ele avaliou, é sua absolutização. E há uma crença que lhe parece ruim por excelência, a crença em algo absoluto, pois ela vai produzir algum problema. Ele afirmou que a crença absoluta tem muitos objetos possíveis, mas todas causam as mesmas dificuldades (id., p. 371): “a essência eterna às vezes é chamada de Deus, às vezes de nação, às vezes de alma, às vezes de eu autêntico e às vezes de amor verdadeiro.” Para contraditar esse pensamento, ele recordou Buda e defendeu que as pessoas não precisam de um sentido e que tudo passa e nada permanece.

Quando mencionamos acima que essa estimativa da religião é superficial, foi porque Harari comparou práticas antigas a formas atuais de lidar com o sagrado. E mais, ele desconsiderou o papel da religião na vida cultural de uma sociedade, e igualmente desconheceu o florescimento pessoal que ela propicia a seus seguidores, nem considerou como ela contribui para o desenvolvimento humano. Pior ainda é quando ele atribui à religião a maldade das pessoas (HARARI, 2018, p. 173): “outras tradições religiosas enchem o mundo de muita feiura e fazem as pessoas serem más e cruéis.” O que torna alguém ruim é o fanatismo na ignorância, não a prática de uma religião com o propósito de se aproximar de Deus e cujas práticas não se afastam da excelência moral.

Dialogando com os tempos líquidos

27 de Maio de 2026, por José Mauricio de Carvalho 0

Uma das dificuldades de boa parte das pessoas é entender as mudanças de nosso tempo e conseguir se posicionar frente a elas. Não é preciso acolher o que está chegando e que vemos parcialmente, mas é preciso saber o que já vemos e como estamos.

Um dos aspectos desse mundo atual é que é uma sociedade de massa, o que não é novidade. O filósofo espanhol José Ortega y Gasset já disse isso, em 1930, no clássico A rebelião das massas. Porém, nosso tempo apresenta massas distintas das que ele viu, e que vivem um hedonismo ansioso. Nem só hedonismo como na antiga Grécia, mas ansioso, o que é uma novidade histórica. E o que diz esse novo hedonismo? O clima é esse: sente a vida vazia? Consuma! Está triste? Consuma! Está frustrado? Consuma! O reflexo consumista é melancólico e identifica o desafio existencial, os medos da alma, a finitude e os reduz a sentir vazio, frio, deprimido. O remédio para tudo é o consumo e o prazer ou a necessidade de encher o íntimo de coisas quentes, ricas e prazerosas. Claro que as indicações de consumo são amplas, não se limitam a alimento (pode ser roupa, passeio, distração em geral, sexo irresponsável, relações efêmeras são ótimas, tudo o que apenas distrai, dá prazer, mas não cria vínculo). O resultado dessa vida é a depressão, o receio, a insegurança, uso de drogas, ou ainda um conservadorismo anacrônico que procura voltar a costumes e antigos padrões existenciais que não respondem mais aos novos desafios que a vida coloca. Um conservadorismo que passa uma sensação de falsa segurança num mundo em que tudo muda e nada está assegurado.

Vemos crescer os amores líquidos, relações afetivas sem consistência, vida sem compromisso e sem sentido onde prevalece a tristeza, infelicidade, nervosismo, insônia, violência, drogadicção, como descreveu o psiquiatra Viktor Frankl. O simples atendimento do desejo não resolve a questão existencial, o desejo quer gozar, apenas isso. Assim cada desejo satisfeito acende outro numa aspiral crescente e acelerada, alimentando a ansiedade e, no fundo, a insatisfação com a vida se a tanto ela se limita.

Em meio a tantas mudanças, há múltiplas tradições que também ajudam a rearticular um conservadorismo que poderia ser assim resumido (BAUMAN e MAURO, Babel, entre a incerteza e a esperança 2016, p. 140): “o sentido próprio de uma tradição implica exatamente essa qualidade institucional inerente: o reconhecimento de que não há nada que as pessoas vivas possam fazer para mudar as instituições herdadas.” Quebrar esse legado não ocorreria sem a emergência de todo tipo de desastre, resultantes da punição divina ou da natureza, mas que não combinam com o mundo das mudanças. Essa percepção difusa alimenta um discurso conservador que quer preservar a liberdade do capital e lucrar sem limite, deixando de lado qualquer preocupação social. É essa a liberdade da moda.

Quanto ao discurso político, os teóricos da ultradireita em moda rotulam como comunista qualquer proposta de sociedade menos desigual e mais fraterna, descomprometidos que estão das preocupações sociais do Estado e com o destino dos mais pobres. O assunto é complexo e envolve outras variáveis. Esses grupos baniram o humanismo do espaço cultural e deram as costas para as questões ambientais, a racionalidade, o pensamento crítico e criticam a própria ciência quando contraria seus interesses. Aqui há um conservadorismo radical e razões ideológicas sérias que alimentam esses movimentos. A ultradireita atual não tem (id., p. 55): “história, tradição, paixão, valores e ideais, que é precisamente o que faz as bandeiras triunfarem.” Porém, nesse novo mundo das redes sociais, parece não haver vento para fazer essas bandeiras tremularem, significando que viramos as costas para os mais caros valores ocidentais desenvolvidos há um milênio. Apesar do momento difícil para ideais humanitários, precisamos defender esses valores que constituem a coluna vertebral do ocidente, sem que isso signifique uma simples volta aos referentes morais de 200 anos atrás, como quer o conservadorismo religioso, pois eram outros os problemas.