Muito já se falou e escreveu sobre Jorge Mario Bergoglio, arcebispo argentino, primeiro jesuíta a se tornar papa, que ainda inspira incansáveis reflexões dado seu profundo testemunho de vida e de missão cristã. O ardor pastoral e a ação profética de aproximar a Igreja Católica dos mais necessitados, dialogando com as novas realidades de um mundo em rápida transformação moral, política e tecnológica, transformaram o Papa Francisco em figura essencial numa sociedade refém do autoritarismo e de tantas formas de intolerâncias destruidoras.
Vêm amedrontando a humanidade conflitos armados que assolam o Planeta, desde o Oriente Médio à Ucrânia. Somam-se a eles a destruição avassaladora do meio ambiente e a situação caótica em que se encontram diversos países pobres, afundados em guerras civis ou inertes ante a impiedosa e não menos brutal violência da fome. Nações cujas soberanias se encontram à mercê do interesse das grandes potências globais ou de arroubos totalitários de líderes da estirpe de Putin, Trump e Netanyahu compõem o contexto social e político do mundo atual, onde imperam as armas e a violência ameaçando populações civis indefesas.
Em meio a esse mundo louco, o Papa Francisco é a voz lúcida que aponta caminhos para a paz. O seu testemunho é exemplo de humildade e doação. A sua ternura inspira uma humanidade que se esqueceu do significado de amor, gentileza, diálogo, tolerância e acolhida.
Recentemente, Francisco, 88 anos, quase sucumbiu a uma grave pneumonia que o manteve internado durante 38 dias na Policlínica Gemelli, em Roma, sob olhares angustiados de centenas de milhares de fiéis que o guardavam em preces e vigílias. Mesmo diante do agravamento da doença, o pontífice não perdeu a consciência e a conexão com os povos que sofrem os horrores da guerra. Convalescente em seu leito, o papa encontrou forças para telefonar e conversar regularmente com o pároco de uma paróquia na Faixa de Gaza, demonstrando seu ardor apostólico e seu amparo de pai, levando mensagens de esperança a uma terra arrasada, cuja população vem sendo violentamente massacrada.
Quando as esperanças de todos se esvaíam diante do agravamento de sua enfermidade, Francisco começou a dar sinas de recuperação e os prognósticos médicos aos poucos o tiraram do quadro crítico de saúde. Parecia que um milagre começara a acontecer em resposta às súplicas de milhares de fiéis que se agarraram à fortaleza da fé.
Deus, sim, ouviu as preces e teve misericórdia da humanidade que necessita da presença, do amor, do profetismo e da liderança do Papa Francisco. Sua voz, mesmo que fraca e trêmula devido à grave enfermidade que o acomete, ainda é capaz de gritar bravamente contra as injustiças, a fome, a desigualdade, as tiranias e as guerras espalhadas pelo Planeta.
No momento, Francisco se recupera em sua Casa Santa Marta, dentro dos muros da cidade do Vaticano. Do lado de fora, o aguarda, ansiosamente, uma humanidade sedenta de esperança, para continuar caminhando num mundo onde a brutalidade digladia-se com a ternura, ameaçando a paz e a harmonia entre os povos.
Francisco é mensageiro de paz, amor, ternura, esperança, fé e diálogo. Saúde, força e vida longa ao Santo Padre! Sua presença neste mundo ausente de esperança é ESSENCIAL.