Já começo afirmando, dessas afirmações sem nenhum pingo de dúvidas: se tivesse mais de um campeão para o mesmo título, não teria metade da emoção em acompanhar toda uma temporada. É óbvio, né? Mas eu acho que a gente, como torcedor, se esquece disso em alguns momentos. Afinal, conseguiram tecer críticas ao Palmeiras – ao Campeão do Brasileirão Série A: “Mas, poxa, só o Brasileiro?”. E aí, eu pensei: “Mas não é só o Brasileiro – é O Brasileirão”.
E as críticas chegaram até o Flamengo – Campeão da Libertadores e da Copa do Brasil em 2022. “Mas não jogaram como tinham que jogar, jogaram mal, poderiam ter goleado”. Se as críticas não foram poupadas nem mesmo ao Flamengo, imagina só ao Atlético...
E, sem sombra de dúvidas, o ano de 2022 não foi do Galo. Eu me atrevo a dizer que algo influenciou fora das quatros linhas para fazer com que o time campeão de 2021 chegasse ao último jogo dependendo da vitória para classificação direta à Libertadores. Num ano em que se esperava disputa de várias finais e conquistas nacionais, apenas a conquista do Estadual custou muito caro. E aí a torcida tem todo o direito de cobrar. Mas cobrar sabendo que chegar à final é duro, é penoso... e o mais importante: que só um ganha!
O Cruzeiro, Campeão da Série B, parece ter demorado para entender isso. A ficha caiu com a ajuda do Ronaldo, que chegou e mudou o rumo da história. A Raposa volta a disputar a Série A, a tão cobiçada elite do futebol nacional. Com a sombra de quem viveu pesadelos na B e sabe da importância de, ao menos, permanecer, e quem sabe, conquistar uma vaga em campeonato internacional: se Libertadores é muito, a Sul-americana está sempre por lá. E muitas vezes só é lembrada quando a conquista não vem... O São Paulo que o diga!
Ao que tudo indica, a Série A de 2023 promete ser ainda mais competitiva do que foi neste ano. Dos 20 times confirmados, 15 já levantaram a taça. Em seus dados oficiais, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contabiliza 17 campeões da Primeira Divisão, levando em consideração os campeonatos disputados desde 1959 – que teve o Bahia como primeiro campeão. Na edição de 2023, 15 desses clubes vitoriosos disputarão juntos o Brasileirão, fato que não ocorre desde 2020. Os únicos times campeões nacionais que não estarão no torneio são Sport e Guarani, ambos na Série B.
E entre planos, estratégias, danças das cadeiras dos técnicos, artilheiros e defesas menos vazadas, uma única certeza: a taça vai pertencer a apenas um. E é por isso que quem vence é o melhor! E ser o melhor é difícil pra caramba. Parabéns aos melhores da temporada, e que o cotovelo doa menos ano que vem na hora de parabenizar os grandes campeões!