O Cruzeiro está nas semifinais da Copa do Brasil. Depois de muito tempo patinando em clássicos, a Raposa passou por cima do Atlético com autoridade. Foram duas vitórias por 2 a 0, primeiro na Arena MRV, depois no Mineirão. Quatro a zero no agregado. Será que os cruzeirenses sonhavam com um roteiro tão redondo? O Atlético amarga um pesadelo com o time que não vingou em 2025.
No sorteio dos confrontos, confesso: torci para não dar clássico mineiro. A ideia era ver os dois times se encontrando mais à frente. Mas já que a sorte decidiu, a qualidade definiu.
Clássico costuma ser equilibrado, decidido em detalhes. Pois bem, dessa vez o detalhe foi todo azul. O Atlético até entrou em campo com aquele discurso de reação, mas a verdade é que parecia desligado. A defesa batendo cabeça, o meio sem criação, o ataque sem resposta. Do outro lado, Kaio Jorge se apresentou como protagonista: três gols na conta e a sensação de que o Cruzeiro encontrou, enfim, um centroavante para chamar de seu.
No Mineirão, mais de 61 mil torcedores viram um Cruzeiro maduro, sabendo exatamente o que queria. E o que queria era simples: provar logo que é melhor nesse momento. Porque a fase, sejamos honestos, é toda azul. O Atlético, que já viveu os últimos anos de soberania em Minas, anda tropeçando em escalação, e o torcedor alvinegro sai do estádio reclamando jogo após jogo.
O Cruzeiro, por sua vez, aproveitou a oportunidade para mandar um recado claro: está de volta ao jogo grande. O time não só eliminou o rival como deixou a impressão de que pode sonhar mais alto. Afinal, ganhar clássico é bom. Ganhar dois em sequência, com placar agregado de 4 a 0, é um banquete.
Agora, uma pausa na competição: o Atlético não joga mais a Copa do Brasil em 2025. O Cruzeiro, sim, volta às atenções para o Brasileirão, já de olho em Libertadores em 2026 — pronto para atormentar a vida de Flamengo e Palmeiras e, quem sabe, levantar a taça. Em dezembro, pensa no Corinthians, e entra como favorito. Mas como favoritismo não ganha jogo, que Kaio Jorge siga inspirado para escrever mais história.
E o e o ditado pode até mudar, mas nem tanto assim: quem tem mais, será que vai ter sete?!