Todo brasileiro já sonhou com o Mundial. Se não for com a camisa do time, é pelo menos para ver um europeu tombando ou um brasileiro fazendo história. Mas, no Mundial de Clubes de 2025, realizado com pompa nos Estados Unidos, a história foi outra: os brasileiros estavam lá sim, só não estavam ainda prontos para o baile.
A FIFA decidiu ampliar o torneio. Agora são 32 clubes, estádios grandiosos, chip na bola, VAR em 6K e... um cheirinho de Copa do Mundo. Parecia o momento ideal para Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras provarem que o futebol brasileiro ainda dá caldo.
A vitória do Botafogo sobre o PSG entra para os maiores feitos do clube. Tá certo que poderia ter voltado para casa com menos dívida em dinheiro se tivesse avançado para as quartas. Mas poxa! Se é para ter experiência internacional, anota essa aí, né? 19 de junho é histórico demais.
O Palmeiras, sempre disciplinado, fez o feijão com arroz bem temperado. Passou de fase em cima do Botafogo, respirou fundo, mas esbarrou em um Chelsea avassalador, aquele mesmo que, no fim, acabou com tudo e com todos. Se o Mundial ainda é a obsessão palmeirense, 2025 entrou só pra engordar o trauma.
O Flamengo também ficou com a vontade de ir mais longe, até poderia. Os dois gols marcados nas oitavas foram poucos diante de um Bayern de Munique que fez quatro.
O Fluminense encerrou sua participação no Mundial de Clubes com uma campanha histórica. Foi o time brasileiro que chegou mais longe na competição. O Tricolor também foi o representante do Brasil que levou a maior premiação para casa. Ao todo, a equipe conseguiu o valor de 60,8 milhões de dólares, aproximadamente 332 milhões de reais na cotação atual. O Flu caiu de pé na competição. A equipe das Laranjeiras chegou um tanto desacreditada ao torneio nos Estados Unidos, porém realizou uma campanha histórica, eliminando a gigante Inter de Milão e o bilionário Al Hilal nos mata-matas. E mais uma ironia, né? Coube ao “Moleque de Xerém”, João Pedro, maltratar seu ex-time com dois golaços.
E aí tem o Chelsea, o dono da bola. Goleou o PSG na final com uma autoridade. E não, o PSG não jogou mal. O Chelsea é que jogou como um time que queria provar que ainda existe hegemonia inglesa no futebol. E provou.
Enquanto isso, ainda longe das competições nacionais, os brasileiros falavam sobre todas as partidas do torneio. Ironizavam, torciam e até discutiam se o Mundial conta ou não. É claro que conta, né, gente? Depois que a desconfiança deu lugar à aprovação da grande maioria, agora é contar os dias para o próximo e as possibilidades de os clubes brasileiros marcarem presença.