Cadeirões sob medida para dois papas (Bento XVI e Francisco), um presidente da República (Cavaco e Silva), dois treinadores de futebol (José Mourinho e Fernando Santos) e artistas brasileiros (entre eles, Anita) são algumas das peças expostas no Antarte Museum, primeiro museu da história da marcenaria, localizado na freguesia de Rebordosa, município de Paredes em Portugal.
É de destacar também as esculturas que representam o “Encontro” de pessoas, desenhadas pelo premiado arquiteto português Álvaro Siza Vieira; a “Árvore da Vida” da artista plástica Joana Vasconcelos e as peças apresentadas no Pavilhão de Portugal na Expo Mundial Osaka 2025. Uma evidência é que “as iniciativas de responsabilidade ambiental e de responsabilidade social estiveram sempre no ADN (DNA em inglês) da marca”.
Este “Túnel do Tempo” de 25 anos da Antarte – um quarto de século como referência em mobiliário de design intemporal e criação de peças únicas – também permite um encontro com a história da marcenaria, desde o antigo Egito até o século XX (fundação da marca em 1998). Um longo percurso que passa pela evolução das ferramentas funcionais (corte, medição, furação) e máquinas (tornear, furar e serrar).
“Das primitivas versões em madeira às atuais versões em metal, o Antarte Museum é uma viagem por séculos de evolução destes artefactos. Cerca de 1000 ferramentas contam séculos de história de um ofício milenar, mas até ao momento ainda pouco documentado.” São “intemporais galopas, ferramentas de modelar e alisar madeira que evoluíram ao longo de séculos”.
O advento da maquinaria resulta da Revolução Industrial. São uma máquina de furar do século XVIII, um torno para madeira com mais de 200 anos ou as serras tico-tico ancestrais acionadas por pedal. Há exemplares destas máquinas fabricados no século XIX na Alemanha ou nos Estados Unidos. A eletrificação da maquinaria para marcenaria acompanhou a substituição da madeira pelo metal no corpo destes artefatos.
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Cadeirão criado e produzido para a visita do papa Francisco a Timor-Leste em 2024.

