Banco de Alimentos de São João del-Rei é referência nacional em boas práticas contra o desperdício

Em pouco menos de um ano, foram adquiridas 29 toneladas pelo programa Colheita Solidária, que atende 165 famílias diretamente e 26 instituições entre creches, asilo, casas de recuperação e apoio.


Cidades

José Venâncio de Resende0

fotoManuseio dos produtos do Colheita Solidária (fotos do Banco de Alimentos).

O Banco de Alimentos de São João del-Rei, por meio do programa Colheita Solidária, foi citado, nominalmente, como exemplo de boas práticas, pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) em sua II Estratégia Intersetorial para a Redução de Perdas e Desperdício de Alimentos no Brasil, informou a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal. O Colheita Solidária, criado há pouco menos de um ano, tem como objetivos reduzir perdas no campo e adquirir alimentos in natura para abastecer a rede socioassistencial do município. 

Assim, a compra de alimentos in natura dos produtores locais, através do programa Colheita Solidária, é uma das duas principais frentes de trabalho do Banco de Alimentos, segundo sua coordenadora Cláudia Gaede. A outra frente é a coleta de alimentos nos supermercados parceiros, fazendo a seleção do que ainda está próprio para o consumo humano e distribuindo para a rede socioassistencial.

Pelo programa, os produtores podem vender o excedente (alimentos que não conseguem ser comercializados e que seriam descartados e também os alimentos fora do padrão de mercado com formatos, tamanhos ou cores não convencionais) desde que próprio para o consumo. Os alimentos adquiridos são destinados às instituições socioassistenciais cadastradas e a famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar em São João del-Rei, garantindo oferta variada e de qualidade à população.

A intenção é mitigar esse desperdício comprando por um valor de R$ 1,50 o quilo, explica Cláudia. “A ideia desse programa surgiu a partir da constatação do antigo coordenador do Banco de Alimentos, Ronildo Oliveira, ao visitar uma propriedade de um agricultor e notar que ele passava os tratores sobre a plantação por não ter o que fazer com o excedente da produção.”

Segundo Cláudia Gaede, até setembro, 29 toneladas foram adquiridas pelo programa. “Hoje atendemos 165 famílias diretamente e 26 instituições entre creches, asilo, casas de recuperação e apoio.” 

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