O 15º Festival de Literatura de São João del-Rei (FELIT), entre os dias 16 e 20 de setembro, apresentou um painel diversificado de (e rico em) atrações, abrangendo exibições de arte (têxtil e bordado), oficinas lúdicas, rodas de conversa, contações de histórias, apresentações teatrais de rua, cortejo cultural, sessões de cinema e lançamentos de livros.
O festival ocorreu em nove locais da cidade como os campi Santo Antônio e Dom Bosco da UFSJ, o Solar da Baronesa, o Centro Cultural da UFSJ, o Centro Cultural Feminino, o Museu Regional, o Teatro Municipal, a Biblioteca Municipal e o Largo Tamandaré. Mas as ações também chegaram a escolas de bairros como Tijuco, Matosinhos e Fábricas.
Como das vezes anteriores, tudo para incentivar a leitura, difundir literatura infantil, valorizar escritores e músicos nacionais. Mas “Eu acho que abriu mais”, avalia a professora de artes Patrícia Monteiro, coordenadora ao lado do professor do ensino básico Pablo Guaglia. Uma diferença em relação aos festivais anteriores foram as atividades na rua, destacou. “Montamos muita coisa no Largo Tamandaré e, para mim, foi muito importante ver pessoas de 97 anos junto com crianças de 4 a 5 anos. Muito interessante porque foi um festival para todas as idades.”
A praça decorada, por exemplo, recebeu show musical com bate-papo com os compositores, conta Patrícia. “Ali foram duas pessoas com show autoral. Achei muito importante Isis Ferreira e Luiz Nascimento juntos. Eu montei café na rua para as pessoas, que ficavam escutando aquele bate-papo, a música, as composições, a história deles - e tomando café. Era uma coisa aberta, mas intimista também. Então, parecia que você estava dentro da sua casa. Enquanto isso acontecia, as crianças brincavam.”
Para Patrícia, levar o festival para a rua “foi muito bom, porque as pessoas às vezes acham que é uma coisa meio elitizada, mais acadêmica. Mas, não; é pra todos. Uma prova disso foi o trabalho junto com a CUF (Central Única das Favelas). O pessoal veio de Belo Horizonte, juntou com as pessoas locais, vários escritores de periferia, dos territórios. Isso foi fantástico. Uma coisa nova em relação aos anos anteriores”.
Outro exemplo foi a presença de representantes de outra cidade, conta Patrícia. No caso, grupos de 16 a 17 pessoas de São Vicente de Minas, que se deslocaram a São João del-Rei para participar de oficina.
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Diversidade de idades (foto: arquivo da entrevistada).
