O cavalo lusitano de D. José I e o Brasil


Cultura

José Venâncio de Resende0

fotoEstátua equestre do rei Dom José I, em Lisboa (foto José Venâncio)

Só mesmo uma visita à Sala dos Gessos do Museu Militar para não apenas comprovar as dimensões reais como também ter noção exata da estátua equestre de D. José I. Sua versão em bronze (altura de 6,93m e peso de 35.245kg) foi inaugurada em 1775, sendo amplamente visitada e apreciada na Praça do Comércio, centro histórico de Lisboa. O rei D. José I monta um cavalo inspirado lusitano no Gentil – padrão ideal de cavalo da Coudelaria Alter, a 200 quilômetros da capital portuguesa.

A estátua equestre de D. José I, esculpida pelo artista Joaquim Machado de Castro, foi o marco de uma cidade que se reerguia dos escombros do grande terremoto de 1755. Erguida no centro da Praça do Comércio, que substituiu o Terreiro do Paço, destruído pelo sismo, a estátua do monarca foi a primeira escultura pública de Lisboa, pioneira de uma monumentalização da cidade nos séculos seguintes.

O cavalo lusitano tem quatro linhas genéticas: Alter Real, Coudelaria Nacional, Andrade e Veiga. Quando D. João VI, bisneto de D. João V, foi para o Brasil em 1808, levou o cavalo lusitano da Coudelaria de Alter para o seu uso na Corte. Esses cavalos se misturaram com raças locais, dando origem ao Mangalarga e ao Mangalarga Marchador, entre outros.

Veja aqui a reportagem A importância econômica da criação de cavalos em Resende Costa

 

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