Duas semanas transcorridas da primeira edição do projeto Resgatando Tramas de Resende Costa (MG), com o objetivo de resgatar técnicas antigas e pouco usadas, sob o olhar contemporâneo, visando valorizar e difundir a tecelagem tradicional do município.
Na segunda semana, o foco foi na linguagem do tear, com o preparo do algodão (descaroçamento, batimento e cardação), manuseio das ferramentas tradicionais (cardas, sarilhos, dobadouros), prática em pequenos grupos e registros gráficos e anotações técnicas. Segundo relato da jornalista Raquel Gonçalves, foi a semana dedicada ao contato direto com o tear e ao aprendizado dos repassos — padrões tradicionais transmitidos entre gerações de tecelãs, por meio de uma linguagem própria e códigos que indicam as pisadas para a criação de diferentes desenhos feitos no tear.
A novidade foi a presença, durante a prática nos teares, de um grupo de veterinários de São Paulo que se encontrava em visita turística na cidade. Eles conheceram de perto o tear, experimentaram na prática, observaram os resultados dos processos e vivenciaram um pouco da tradição têxtil de Resende Costa.
As fotos são de Roberta Resende.
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Atualização em 7 de agosto
A primeira semana foi marcada pela participação da Fundação Filadélfia de Uberlândia, por meio do projeto de tecelagem Fios do Cerrado, e que foi considerada enriquecedora. Cristino, coordenador do projeto Fios do Cerrado, ficou impressionado com o empenho dos participantes no resgate da arte da fiação e da tecelagem. As integrantes do projeto consideraram muito gratificante esta troca de experiências. Destaque ainda para a presença do corpo docente da Escola Estadual Assis Resende, que se integrou aos processos e aprendizados compartilhados.
Nesta primeira semana, foram três encontros presenciais, dedicados à valorização, compreensão e prática de saberes tradicionais — desde a história do tear até o tingimento natural de fios.
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