Tapetes de rua: marca da semana santa de São João del-Rei


Cultura

José Venâncio de Resende0

Espaço da Secretaria de Cultura: feitos para preservar.

Uma marca da semana santa de São João del-Rei é a criação dos tradicionais e belos tapetes de rua. Este ano, uma parceria entre a Bienal de Arte Sacra e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo viabilizou a realização de oficinas práticas e a confecção de tapetes de rua durante a semana santa.

Cerca de 12 alunos aprenderam, na prática, todo o processo desde o desenho em areia até a moldagem e o tingimento da serragem. Como resultado do curso, a equipe da Bienal de Arte Sacra e os alunos participaram da criação de tapetes em espaços como o Largo do Carmo e Rua Padre José Maria Xavier.

Segundo a professora Patrícia Monteiro, a ideia das oficinas foi a de multiplicar este conhecimento a pessoas da cidade com habilidade em desenho e ligação religiosa e até histórica, de maneira a perpetuar a tradição da “arte a céu aberto”.

Artistas, como Fernando Pedersini, Lucas Araújo e Carlos Magno Araújo, participaram da criação de tapetes de rua. Na sexta-feira da paixão, um tapete de Nossa Senhora das Dores, por exemplo, criado por Carlos Magno Araújo, no Largo de São Francisco, foi simplesmente levado (ou lavado) pela chuva durante o descendimento da cruz. Assim, a procissão não pôde passar sobre o tapete.

Outros três tapetes foram feitos na sexta-feira da paixão à tardinha, no segundo andar da Secretaria de Cultura, justamente para deixar algum registro mais permanente para que as pessoas que pudessem vê-los. O tapete da Madalena é de autoria de Lucas Araújo; o tapete do sudário é de Carlos Magno e a Nossa Senhora das Dores é de Fernando Pedersini. 

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