Durante cinco dias, a Feira Literária Internacional de Tiradentes - FLITI 2026, um dos maiores eventos culturais da região, foi palco de debates sobre comportamento, saúde mental, violência contra a mulher e formação de leitores. Grandes nomes da literatura e da cultura brasileira passaram pela feira, que reuniu autores, estudantes, artistas e apaixonados por livros em uma programação marcada por reflexões, trocas e experiências.
Entre mesas lotadas, histórias emocionantes e encontros inesquecíveis, a FLITI reafirmou o papel da literatura como ferramenta de conexão, transformação e diálogo. Nomes como Hélio de la Peña, Beto Silva, Ana Maria Machado, Thalita Rebouças, Ana Paula Araújo e Cissa Guimarães, entre outros, marcaram presença. Além de acompanhar as mesas e conversar com os autores, os visitantes também puderam conhecer e adquirir títulos lançados e comentados durante a programação, bem como outras obras disponíveis nas bancas das livrarias presentes ao longo de toda a feira.
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A produção do evento ficou surpresa com o fluxo de pessoas já na abertura, realizada na quarta-feira (6), pois a expectativa era de que o maior público comparecesse apenas na sexta-feira e no sábado, disse Lucas dos Anjos, integrante da equipe. Apesar do bom movimento, ele acredita que a participação poderia ter sido ainda maior, não fosse a proximidade do feriado de Dia das Mães.
Luana, do clube do livro “Leitoras de Minas”, que veio de Belo Horizonte especialmente para o evento, participou da FLITI pela primeira vez. Para ela, as integrantes do grupo estavam animadas com a experiência, pois a programação diversificada permitia que cada uma acompanhasse mesas e temas de seu interesse, além da oportunidade de conhecer autores de quem já eram fãs. O clube, que surgiu durante a pandemia com apenas seis participantes e hoje conta com mais de 50 integrantes.
A autora do livro “Voz de Prisão”, Luciana Gnone, contou um pouco sobre o processo de escrita de sua obra, lançada recentemente e baseada em fatos reais. A escritora citou o desafio de sair da ficção policial para narrar uma história real. Apesar da liberdade poética presente na escrita, é necessário manter fidelidade aos fatos, diferentemente da ficção, em que é possível conduzir os personagens e a narrativa para qualquer direção. Ainda assim, considerou que escrever o livro foi “uma delícia”.
Já o ator Paulo Betti disse que gostou da FLITI por não ser um ambiente fechado e formal, descrevendo o evento como mais leve e descontraído. Para ele, essa informalidade ajuda no desenvolvimento de ideias e permite absorver melhor as discussões e informações apresentadas nas mesas.
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Claudia Lamego, Ana Paula Araújo e Luciana Gnone (Foto: Maria Luiza Pereira e Silva/VAN-UFSJ)