Uma boa notícia para a educação


Editorial

0

A edição 280 do Jornal das Lajes traz como destaque o resultado do IDEB 2025. Os índices alcançados pelas escolas públicas do país, especialmente na região do Campo das Vertentes, nos deixam otimistas. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), as redes municipais registraram o melhor resultado da série histórica nos anos iniciais do ensino fundamental. Os resultados foram divulgados no último dia 5 pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

O IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) é o principal indicador de qualidade da educação básica no país e avalia o desempenho dos alunos em Língua Portuguesa e em Matemática. O índice é calculado a cada dois anos para os anos iniciais e finais do ensino fundamental e para o ensino médio. O resultado de 2025 nos deixa mais otimistas, sobretudo ao levarmos em consideração a abrangência da rede municipal de educação em todo o país.

Todavia, ainda é prematuro e ilusório afirmarmos que a educação no país vai muito bem. Longe disso. Há muitos desafios a serem superados, entre eles o alto índice de evasão escolar, a falta de incentivo aos profissionais da educação, e a baixa oferta de capacitação permanente dos professores. Aliás, o resultado satisfatório do IDEB 2025 é mais reflexo dos esforços de gestores municipais e profissionais da educação e menos de investimento em políticas públicas.

O destaque dado nesta edição ao resultado do IDEB 2025, de forma especial a Resende Costa e a outros municípios filiados à AMVER (Associação dos Municípios da Microrregião dos Campos das Vertentes), corrobora o quanto a pauta da educação é cara e importante para o Jornal das Lajes. Defendemos que educação é muito mais do que notícias a serem veiculadas: é uma causa a ser defendida. Priorizar a educação significa investir no desenvolvimento humano, oferecendo aos cidadãos conhecimento e cultura. É apostar num país mais seguro, desenvolvido e menos desigual.

Vivemos tempos de rápidas mudanças. A IA (Inteligência Artificial) veio para revolucionar relações de todos os tipos, transformando e/ou abolindo profissões outrora consolidadas, reescrevendo as formas de nos relacionarmos social e pessoalmente. Como num passe de mágica, a vida de repente se transformou num enredo de ficção científica. É evidente que as salas de aula não escaparam imunes dessas transformações. O formato tradicional - professor, lousa e alunos espectadores – começa a ser desafiado pelas novas tecnologias presentes e sedutoras nos celulares e na rotina diária dos adolescentes.

A IA é uma realidade que não só veio para ficar, mas para transformar a vida e o ambiente em que convivemos e nos relacionamos. E a escola não é uma ilha fechada em em si mesma. Ela é um microcosmo da sociedade. Diante disso, é vital que temas de maior impacto na vida social sejam também debatidos com ética e iluminados pelas ciências também no ambiente escolar. Portanto, é premente que o país se prepare para debater com clareza e sabedoria os impactos da chegada do mundo digital nas escolas e na vida de milhares de alunos.

Enfim, o IDEB 2025 nos trouxe boas notícias, ficamos mais otimistas. Para quem acredita, como o JL, que a educação é a base para a construção de uma sociedade mais justa e capaz de oferecer qualidade de vida às pessoas, os números do IDEB surgem como luz no fim do túnel. Não podemos, no entanto, deixar de cobrar dos gestores (União, Estados e Municípios) PRIORIDADE na educação. Se hoje estamos comemorando a proficiência dos nossos alunos em matemática e língua portuguesa, as rápidas transformações geradas pelas novas tecnologias nos exigirão, num futuro próximo, elaborar talvez outro IDEB para avaliar o desempenho nas escolas em IA ou em outras tecnologias que inevitavelmente surgirão em nosso meio e impactarão as salas de aula.

Deixe um comentário

Faça o login e deixe seu comentário