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Parabéns JL! “Ad multos annos!”

14 de Agosto de 2013, por João Magalhães

Há uma afirmação, antigamente muito usada quando alguém prorrompia em muitos autoelogios: “Louvor em boca própria é vitupério”. Poupo algum leitor de consultar o dicionário: “Vitupério: insulto, injúria, ato vergonhoso....”

Não posso, porém, omitir-me de elogiar nosso JL, pelo seu decênio de existência, em cuja festa lamentavelmente estive ausente por viagem, há tempo comprada, mesmo sabendo que aplaudindo a equipe que o manteve e mantém e o fez e o faz crescer com tanta saúde, me elogio também, pois estamos juntos desde seu segundo número – maio de 2003 – cujo editorial escrevi, a pedido de seu fundador, Denilson Daher (por critério de antiguidade no jornal, nosso editor-chefe, André, é 1º decano, eu sou o 2º).

Incluo na equipe todos que participaram, escrevendo, pesquisando, desenhando (saudade dos desenhos e charges do Cássio Jônatas!), distribuindo, administrando, cumprimentando, sugerindo, levando em seus carros e, evidentemente, todos os anunciantes que “doaram sangue” e muitos doam até hoje para tirar o jornal da “anemia econômica”.

Na ocasião – maio de 2003 – escrevi no editorial: “Chegamos ao 2º mês de vida com a mesma proposta, com idêntico entusiasmo: noticiar, comentar, elogiar, incentivar, sugerir, promover os bons eventos e as coisas positivas de nosso município, mas igualmente alertar, apontar, denunciar, cobrar dos responsáveis as falhas que sempre acontecem na sociedade dos homens”.

Até hoje o JL está cumprindo sua vocação de nascimento. Sempre afirmo e as 124 edições (tenho todas encadernadas) até agora o provam, se você quiser saber tudo de importante que aconteceu em nosso município de abril de 2003, para cá, encontrará em nosso jornal. E recentemente também em nossa região mais vizinha.

Atualmente ou no futuro, quem se dispuser a escrever a “História de Resende Costa”, necessariamente terá que consultar o JL. Acho isso o maior elogio, o maior orgulho. Quem participou e quem participa o fez ou faz porque se realizou ou se realiza pela integração com a vida de nossa terra. Essa interação se dá pelo gosto e amor por nossas coisas. Esta é a nossa gratificação.

Atuando desde a adolescência na causa-religião e mais tarde também na causa-pedagogia, participei, ou liderei, inúmeros projetos voluntários. A efemeridade deles é constante pelo rolar da vida e suas circunstâncias. Nunca vi um projeto voluntário, que durasse tanto como o JL. Dez anos! Sua permanência vem da participação espontânea, vem da ligação com nossas origens, vem da alegria de ver nosso veículo de comunicação ampliando seu número de páginas, primando pelo conteúdo das matérias, expandindo seu diâmetro geográfico de abrangência, sendo cada vez mais referência no jornalismo regional.

Prezado JL, “ad multos annos!” Você está conseguindo uma proeza rara. Oferece espaço para o particular, para o comezinho, para uma “História da vida privada”, para um leitor matar a saudade de algum familiar, de alguma raiz há muito desaparecida, de algum benzedor que o curou, de uma personagem folclórica com quem conviveu.

Mas abre área também para o universal e para o universal regional, para a exposição de opiniões, para o debate, para a grafia de tendências literárias, para entornar emoções.

Tudo isso, sem censura, sem cobrar um centavo do leitor.

Nosso jornal não padece de tibieza. A ameaça do anjo do Apocalipse “assim, porque és morno, nem frio, nem quente, estou a vomitar-te de minha boca” (Ap. 3,6 – Carta à Igreja de Alexandria) até agora nunca se efetivou no jornal. E o ideal é que nunca se cumpra!

Por fim, reverto o agradecimento especial que o Denilson me fez, quando da edição número 2 de 2003: Eu é que o agradeço pelo convite. Como toda equipe, integrar o JL é realização. É sentir-me bem por participar, por atuar.

Pertence ao leitor julgar se isto é cabotinismo ou não, mas é o que sinto. E você?

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