MPR Edições publica nova obra do filósofo José Mauricio de Carvalho sobre o pensamento de Zygmunt Bauman

Com o título “Zygmunt Bauman e a liquidez”, o 41º livro do renomado intelectual mineiro propõe uma reflexão lúcida sobre os dilemas existenciais e as profundas transformações da sociedade contemporânea


Cultura

Da redação0

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Em um tempo marcado pela volatilidade das relações, pelo excesso de telas e por rápidas incertezas sociais, a MPR Edições anuncia o lançamento de “Zygmunt Bauman e a liquidez; considerações sobre a vida em permanentes mudanças”. A obra celebra o 41º livro da vitoriosa trajetória de José Mauricio de Carvalho, uma das mais respeitadas e produtivas vozes da filosofia, psicologia e pedagogia no Brasil e em Portugal.

O livro promove um instigante encontro intelectual entre dois grandes pensadores: de um lado, Zygmunt Bauman (1925-2017), sociólogo polonês de projeção global que conceituou a “modernidade líquida”; do outro, o filósofo brasileiro José Mauricio de Carvalho, reconhecido por sua capacidade de dialogar com os dramas e dilemas do homem comum. O resultado é uma reflexão indispensável para compreender a vida contemporânea e suas circunstâncias.

 

A clareza como princípio ético e compromisso com o nosso tempo

O projeto editorial traz uma dimensão acadêmica e humana muito singular. O fundador da MPR Edições, o também filósofo Marcelo Pereira Rodrigues, foi aluno de José Mauricio na Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e, há mais de duas décadas, edita mensalmente os artigos do professor na Revista Conhece-te.

“‘A clareza é a gentileza do filósofo’. Com esta sentença, citando a máxima do espanhol Ortega y Gasset — a quem dedicou anos de seus estudos —, José Mauricio corrigia minhas provas e o meu trabalho final de conclusão de curso na UFSJ”, relembra o editor Marcelo Pereira Rodrigues. “Lembro-me das brilhantes aulas do professor e de uma de suas falas que me marcou profundamente: a de que o verdadeiro filósofo discute os assuntos de sua época. Na prática, ao longo de mais de 20 anos, tenho percebido essa postura viva nos seus artigos.”

Em “Zygmunt Bauman e a liquidez”, essa mesma gentileza da clareza se faz presente. Com explanação acessível, lucidez argumentativa e rigor embasado em vasta bibliografia, José Mauricio de Carvalho aborda as angústias de um mundo em sobressalto.

 

Um livro de cabeceira contra os males da época

A obra ultrapassa os muros estritamente universitários. Com vocação para se tornar livro de cabeceira de leitores de diferentes perfis, o texto surge como um farol em meio à turbulência contemporânea: uma reflexão que previne contra condutas baseadas no consumismo desenfreado, no escapismo proporcionado pelo excesso de telas e nas crescentes atitudes de intolerância.

Mais do que teorias abstratas, o livro traz direções e setas iluminadas desse notável pensador mineiro, ajudando o leitor a encontrar firmeza em uma época caracterizada pela fluidez e pela efemeridade. “A MPR Edições oferecerá em breve mais uma obra de indiscutível qualidade e peso intelectual, contribuindo decisivamente para o debate de ideias no cenário nacional e internacional”, completa Marcelo. As encomendas do livro já podem ser feitas.

 

Sobre o autor

José Mauricio de Carvalho atua com Filosofia, Psicologia e Pedagogia. Possui Doutorado em Filosofia e Pós-doutorado em Filosofia e Psicologia. Aposentou-se como Professor Titular no Departamento de Filosofia da UFSJ e leciona no Centro Universitário Afya São João del-Rei. Atende em consultório de psicologia e integra prestigiadas instituições científicas, como o Instituto de Filosofia Luso-brasileira e a Academia Internacional de Cultura Portuguesa. José Mauricio assina a coluna “Pensando nosso tempo”, no Jornal das Lajes.

Autor de 40 livros publicados e centenas de artigos científicos, traz em sua bibliografia obras de referência como: O Homem e a Filosofia, Ética, Ortega y Gasset e o nosso tempo, Viktor Frankl e o inconsciente espiritual, Viktor Frankl e a Psiquiatria, Karl Jaspers: Filosofia e Psicologia, Filosofia Clínica: uma abordagem fenomenológica e O enigma do inconsciente e a força da subjetividade.

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